Educação Ambiental - Ética - Sustentabilidade

A existência humana e de todo nosso planeta depende de um urgente reposicionamento ético.
A existência humana e de todo nosso planeta depende de um urgente reposicionamento ético.

Educação Ambiental

Nunca o conhecimento e a educação foram tão importantes quanto no mundo atual. É evidente que para melhorar nossa qualidade de vida e crescer tanto material quanto moral e espiritualmente, temos que aprender a responder aos desafios que estão colocados nesse princípio de milênio.

E é nesse sentido que a Educação Ambiental, segundo a lei n° 9.795, de 27 de abril de 1999, é um componente essencial e permanente da educação Nacional, devendo estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo formal e não-formal. Por seu caráter humanista, holístico, interdisciplinar e participativo a Educação Ambiental pode contribuir muito para renovar o processo educativo, trazendo a permanente avaliação crítica, a adequação dos conteúdos à realidade local e o envolvimento dos indivíduos em ações concretas de transformação da realidade. 

Aquela forma de se pensar a ecologia como um conjunto de ações voltadas somente para o "verde", ar e águas, está ultrapassada. Dando lugar a um pensamento mais integral, ou sistêmico, que identifica os meios ambientes, físico e social, como partes de um todo. 

As finalidades desta educação para o ambiente foram determinadas pela UNESCO, logo após a Conferência de Belgrado (1975) e são as seguintes:

 

"Formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e com os problemas com ele relacionados, uma população que tenha conhecimento, competências, estado de espírito, motivações e sentido de empenhamento que lhe permitam trabalhar individualmente e coletivamente para resolver os problemas atuais, e para impedir que eles se repitam”.

 

A educação ambiental objetiva sensibilizar os indivíduos para a importância do nosso patrimônio histórico e ecológico, possibilitando-lhes acesso à aprendizagem através da vivência e do contato direto com a natureza. Procura-se estimular a mudança de atitudes e hábitos através da compreensão dos limites e potencialidades de cada um, bem como pelo desenvolvimento da consciência ética, que possibilita as pessoas entender e respeitar mais a si próprias e ao planeta como co-existentes e interdependentes.  

Ética e Sustentabilidade

 “As ciências do meio ambiente estão à procura de uma nova síntese do saber e de uma nova prescrição cujo princípio será mais ecológico do que econômico e mais ético do que científico”. i]

                                 Pierre Dansereau

Regulação para a sustentabilidade

 

       As questões éticas e de valores humanos tornaram-se fundamentais para a política e para a gestão do desenvolvimento sustentável. Fundado na responsabilidade para com a coletividade humana e num sentido de solidariedade amplo, ele considera as relações de nossa espécie com as demais espécies vivas e com o ambiente que nos cerca.

       A ética ambiental se traduz em normas e leis, que constituem pactos e compromissos a serem cumpridos por todos, para evitar que os conflitos e disputas sejam resolvidos de forma violenta. Leis são elaboradas, divulgadas, cumpridas, implantadas, revistas periodicamente. É relevante que sejam respeitados os pactos, acertos, compromissos e promessas firmados, e que se exerça a ética no cumprimento da legislação. Para tanto, quanto mais inclusivo for o processo de elaboração das normas e quanto mais representativos forem os atores envolvidos, maior será a sua legitimidade. Os procedimentos para a elaboração das normas e leis precisam ser transparentes e abertos.

    Entretanto, num contexto de mercado liberalizado, existe a pressão para menosprezar o papel da regulamentação ambiental, considerada como freio e entrave ao desenvolvimento. Assim, os procedimentos de licenciamento ambiental passam a ser questionados, sugerindo-se entregar a regulação ambiental às forças de mercado, com os instrumentos da auditoria ambiental e da gestão internalizada pelas próprias empresas, no seu próprio autointeresse. Entretanto, ao procurar maximizar lucros de empreendimentos individuais e externalizar custos para o ambiente e a sociedade, o mercado é incapaz de garantir a sustentabilidade.

 

Sustentabilidade e conhecimento

 

        O desenvolvimento sustentável, que perdure no tempo e beneficie a atual e as futuras gerações, necessita de sabedoria e conhecimento, para que as escolhas e decisões tomadas sejam responsáveis e para que não agravem os problemas que pretendem resolver.

      A ignorância a respeito das conseqüências negativas das ações é o maior adversário do desenvolvimento sustentável. Tal ignorância pode produzir a irresponsabilidade das ações voltadas para resultados imediatos, mas que desprezam os custos de médio e longo prazos.

 Os dilemas éticos necessitam de aporte de conhecimentos para que sejam resolvidos. Pierre Dansereau recomenda que a prescrição ética deve ser precedida pela prospecção ecológica. Isso significa que, antes de adotar um comportamento, é necessário municiar-se dos conhecimentos necessários para avaliar os riscos e impactos associados a tal atitude e certificar-se de que ela seja realmente a mais adequada.

 

Economia e ecologia: a econologia

 

          A econologia[ii] propõe articular as políticas ambientais e as econômicas, e sinaliza vantagens econômicas e incentivos para cidadãos e organizações que adotem atitudes ecologicamente adequadas. As políticas de preços e indicações de mercado são instrumentos importantes para induzir escolhas dos cidadãos e consumidores. Ao embutir os custos ambientais reais dos produtos em seu preço e não subsidiar produtos cuja produção e consumo sejam insustentáveis, aproxima-se os custos econômicos dos custos ambientais integrais.

Instrumentos econômicos como os incentivos à reciclagem, o depósito diante da restituição de embalagens, bem como as ações de educação, informação, extensão e pesquisa são fundamentais para tornar conscientes os consumidores.

         À medida que aumenta a importância de limpar o meio ambiente, no interesse da saúde e da qualidade de vida coletivas, cria-se um mercado de interesses econômicos em torno das oportunidades oferecidas. A questão ambiental passa a ser vista como imperativo do mercado, e além de ser preocupação ética, poética, romântica e de solidariedade social. Nesse quadro, quem produz precisa pensar na sua produção sem degradação ambiental, principalmente se quiser alcançar mercados internacionais.

        A ação autointeressada ainda prevalece em nossa sociedade.[iii] Mas a concepção do que seja o autointeresse varia em função do grau de consciência e percepção de indivíduos ou organizações. Alguns conseguem perceber apenas o autointeresse imediatista, sem focalizar os efeitos colaterais negativos de uma ação. Outros têm uma consciência mais ampla e conseguem perceber que o autointeresse privado e particularista abarca também o interesse publico. A finalidade última da eco-ação é a melhoria ambiental para todos e o interesse público mais amplo. Mas o altruísmo, muitas vezes, constitui uma forma mais esclarecida de egoísmo.

          A apropriação da causa ambiental por interesses privados pode deixar em segundo plano os interesses públicos e coletivos, negando assim o princípio norteador da eco-ação, voltada para servir.

 

Educação e consumo, pré e pós-materialismo

 

        A educação do consumidor e a promoção de sua consciência ecológica profunda são passos significativos para mudar suas decisões de consumo. A consciência sobre os impactos dos hábitos alimentares pode promover mudanças nesse campo. A diferenciação entre necessidade básica e demanda supérflua ajuda a focalizar o que são reais necessidades de objetos, de serviços ou de informação, que tem um custo de produção.

         A transmissão de valores ecológicos por meio das tradições espirituais pode facilitar mudanças de comportamentos em direção a padrões sustentáveis de consumo, cujas pressões sobre a natureza sejam suportáveis. Valores pós-materialistas ou neo-espiritualistas são necessários à civilização do século XXI, que exige práticas de consumo material sustentável para que a espécie humana possa sobreviver. Segmentos sociais distintos se orientam por pensamentos, idéias e teorias e praticam comportamentos e ações que podem ser pré ou pós-materialistas.[iv]

        O meio ambiente sofre impactos do comportamento e das atitudes, dos estilos de vida individuais e sociais. Padrões de consumo de alimentos, de materiais de construção, de vestuário, de objetos que dependem de outros bens materiais para sua produção, produzem pressões sobre os recursos naturais. Assim, cada indivíduo, família, comunidade, país, sociedade, ou civilização é responsável pelo meio ambiente e pelos recursos naturais. Padrões de consumo insustentáveis já levaram ao colapso de civilizações e sociedades, e padrões de consumo sustentáveis caracterizam aquelas que perduraram por milênios, como algumas civilizações asiáticas e sociedades indígenas.

          Vivendo no Canadá, um dos países mais ricos materialmente, Pierre Dansereau denuncia, entretanto, o conformismo e comodismo das camadas sociais materialmente afluentes e ricas, como sendo um dos motivos do desastre ecológico: “A maior catástrofe ecológica tem a ver com a tendência ao recolhimento no âmbito confortável da nossa própria prosperidade, através da nossa obstinação em perpetuar o elevado nível de vida que já alcançamos. Se não formos capazes de romper esta concha, de atenuar a pressão deste torno e de ajudar as outras nações, estaremos, nós mesmos, simplesmente condenados!”... “Para além do progresso tecnológico e das coações econômicas, como tomar decisões que estejam à altura do desafio moral? Tem-se falado muito em combater a poluição (sem rebaixar, entretanto, o nível de vida dos ricos!), e ao mesmo tempo não se tem encarado com a devida intensidade a linha de continuidade que associa a poluição à pobreza, à ignorância e à injustiça. Um mundo realmente novo deverá ser capaz de contemplar face a face a necessidade de se definir a crise planetária em suas dimensões morais, para além da análise científica e ecológica do abuso dos recursos da Terra.”[v]

         Os padrões de consumo desiguais constituem um dos principais desafios para a sustentabilidade social e afetam a qualidade de vida e o conforto material, conforme atesta Christofidis: “As desigualdades no consumo mundial per-capita de grãos, indicam que um canadense, ou americano médio, consomem por mais de oito haitianos, acima de três brasileiros e cerca de duas vezes e meia acima da média mundial”.[vi]“O consumo de grãos por pessoa reflete um fator derivado que é o consumo de grãos através de consumo de alimentos de origem animal. Considera-se que uma das grandes formas de reduzir o consumo de grãos e elevar a eficiência no consumo de alimentos seria a de reduzir o consumo de carne e derivados, especialmente bovina e suína, pois cerca de 38% dos cereais colhidos são utilizados para alimentar animais, numa transformação pouco eficiente, pois: 1 kg de carne bovina é obtida pelo consumo de 7 a 14 kg de cereais pelo animal; 1 kg de carne suína necessita de 4 a 5 kg de grãos de alimento animal, enquanto;  enquanto 1 kg de carne de frango e de pescado é decorrente, de consumo pelo animal, de cerca de 2 kg de cereais”.[vii]

 

Notas

[i] Pierre Dansereau, in Ecologia Humana , ética e educação.

[ii] Termo cunhado por Eduardo Athayde e adotado pelo Worldwatch Institute.

[iii] Antigas filosofias espiritualistas pregam a ação desinteressada, e a realização das ações necessárias sem preocupar-se com o usufruto de seus resultados. Entretanto tal princípio é praticado apenas por indivíduos isolados, não constituindo ainda uma prática social disseminada, no atual estágio de desenvolvimento social e civilizatório.

[iv] A espiritualidade transformou-se num grande negócio, que movimenta vultosos recursos financeiros, da mesma forma como os negócios verdes ou os econegócios. O eco-business equivale ao spiritual business pelo qual, por trás de um discurso pró-natureza ou pró-deus, estão interesses econômicos e comerciais. 

[v] Pierre Dansereau, in Ecologia Humana , ética e educação, pg.300-301

[vi] CHRISTOFIDIS, Demetrios in Water, irrigation and the food crises, artigo no Water Resources Development Journal, Vol. 14, nº 3, 405-415, Carfax Publishing Ltd, UK, 1998.

[vii] CHRISTOFIDIS, idem ibidem.

 

Elaborado por Maurício Andrés Ribeiro – Autor de: Ecologizar, pensando o ambiente humano.

Assista a essa animação da WWF e reflita:

A Educação Ambiental na Escola

 

A Promoção dos Saberes Ambientais e do Conhecimento Sustentável

A escola é o espaço social e o local onde o aluno dará seqüência ao seu processo de socialização. O que nela se faz se diz e se valoriza representa um exemplo daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis.

Considerando a importância da temática ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, a escola deverá oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, as ações humanas e sua conseqüência para consigo, para sua própria espécie, para os outros seres vivos e o meio ambiente. É fundamental que cada aluno desenvolva as suas potencialidades e adote posturas pessoais e comportamentos sociais construtivos, colaborando para a construção de uma sociedade justa, em um ambiente saudável.

Com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares.

A fundamentação teórico/prática dos projetos ocorrerá por intermédio do estudo de temas geradores que englobam palestras, oficinas e saídas a campo. Esse processo oferece subsídios aos professores para atuarem de maneira a englobar toda a comunidade escolar e do bairro na coleta de dados para resgatar a história da área para, enfim, conhecer seu meio e levantar os problemas ambientais.

Os conteúdos trabalhados serão necessários para o entendimento dos problemas e, a partir da coleta de dados, à elaboração de pequenos projetos de intervenção.

Considerando a Educação Ambiental um processo contínuo e cíclico, o método utilizado pelo Programa de Educação Ambiental para desenvolver os projetos e os cursos capacitação de professores conjuga os princípios gerais básicos da Educação Ambiental, promovendo os saberes ambientais, a ética e conhecimento sustentável.

 

Princípios gerais da Educação Ambiental:

- Sensibilização: processo de alerta, é o primeiro passo para alcançar o pensamento sistêmico;

- Compreensão: conhecimento dos componentes e dos mecanismos que regem os sistemas naturais;

- Responsabilidade: reconhecimento do ser humano como principal protagonista;

- Competência: capacidade de avaliar e agir efetivamente no sistema;

- Cidadania: participar ativamente e resgatar direitos e promover uma nova ética capaz de conciliar o ambiente e a sociedade.

A Educação Ambiental, como componente essencial no processo de formação e educação permanente, com uma abordagem direcionada para a resolução de problemas, contribui para o envolvimento ativo do público, torna o sistema educativo mais relevante e mais realista e estabelece uma maior interdependência entre estes sistemas e o ambiente natural e social, com o objetivo de um crescente bem estar das comunidades humanas.

Se existem inúmeros problemas que dizem respeito ao ambiente, isto se devem em parte ao fato das pessoas não serem sensibilizadas para a compreensão do frágil equilíbrio da biosfera e dos problemas da gestão dos recursos naturais. Elas não estão e não foram preparadas para delimitar e resolver de um modo eficaz os problemas concretos do seu ambiente imediato, isto porque, a educação para o ambiente como abordagem didática ou pedagógica, apenas aparece nos anos 80. A partir de então os alunos têm a possibilidade de tomarem consciência das situações que acarretam problemas no seu ambiente próximo ou para a biosfera em geral, refletindo sobre as suas causas e determinarem os meios ou as ações apropriadas na tentativa de resolvê-los. 

 

Propostas de Trabalho:

- Levantamento do perfil ambiental das escolas (se possui área verde, horta, separação de lixo, etc.);

- Levantamento dos projetos que estão sendo desenvolvidos nas escolas;

- Acompanhamento de projetos específicos nas escolas que serão desenvolvidos pelos professores (horta comunitária, reciclagem de lixo, bacia hidrográfica como unidade de estudo, trilhas ecológicas, plantio de árvores, recuperação de nascentes, etc...);

- Mobilização de toda a comunidade escolar para o desenvolvimento de atividades com finalidade de conscientizar a população sobre as questões ambientais;

- Realização de campanhas educativas utilizando os meios de comunicação disponíveis, imprensa falada e escrita, distribuição de panfletos, folder, cartazes, a fim de informar e incentivar a população em relação à problemática ambiental;

Ao implementar um projeto de educação para o ambiente, estaremos facilitando aos alunos e à população uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta. Desenvolveremos assim, as competências e valores que conduzirão a repensar e avaliar de outra maneira as suas atitudes diárias e as suas conseqüências no meio ambiente em que vivem.

Como o aluno irá aprender a propósito do ambiente, os conteúdos programáticos lecionados, tornar-se-ão uma das formas de tomada de consciência, tornando-se, mais agradáveis e de maior interesse para o aluno.

Para o acompanhamento e avaliação das atividades será redigido relatório final, onde serão descritas todas as tarefas desenvolvidas, ficando disponível a todos para consulta.

Veja Aqui 20 Sugestões de Atitudes Éticas, Ecológicas e Sustentáveis

Nossa espécie tem usado mais a capacidade de modificar o meio ambiente para piorar as coisas que para melhorar. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência. Reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça sua parte! Que tal rever alguns hábitos para reduzir sua parcela de responsabilidade pelo desequilíbrio no efeito estufa da Terra? Em tempos de previsões sombrias sobre as mudanças climáticas da Terra, novas atitudes são valiosas para diminuir a cota individual de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Toda atitude nessa direção é bem-vinda.

 

1 - Leve uma sacola para fazer as compras do supermercado e da feira

Levando sua própria embalagem - que pode ser uma mochila ou uma sacola de pano - você evita o desperdício de sacos plásticos e reduz a quantidade de lixo produzido na sua casa.

 

2 - Prefira produtos naturais aos industrializados sempre que possível

Para a fabricação de produtos, as indústrias consomem grandes quantidades de energia e jogam toneladas de CO2 na atmosfera. Produtos naturais já vêm prontos "de fábrica", sem custos ambientais exorbitantes.

 

3 - Valorize o trabalho de cooperativas agrícolas e artesanais

As cooperativas de artesanato são outra boa opção de consumo consciente. Para decorar sua casa, visite lojas especializadas em artesanato regional. Há muitos artistas que trabalham com materiais naturais, reciclados ou reaproveitados, inclusive com a consultoria de designers renomados. Em todo o Brasil, já existem produtores de alimentos orgânicos que, graças à união em cooperativas, conseguem manter uma escala de produção que possibilita a sustentabilidade de suas famílias. Sem agrotóxicos, os alimentos são mais saudáveis para quem consome e também para quem produz.

 

4 - Feche a torneira ao lavar a louça

Em 15 minutos, uma pessoa gasta mais de 240 litros de água na lavagem de louças. A dica é fechar a torneira, ensaboar as peças e só então abrir para enxaguá-las. Assim, o consumo cai para 20 litros de água. Além disso, considere diminuir o tempo do banho e fechar a torneira do lavatório ao escovar os dentes. Metais e louças sanitários que economizam água também são boas opções. Instalar arejadores nas torneiras da cozinha e dos banheiros - um acessório bem baratinho - pode gerar uma economia de até 60%.

 

5 - Prefira eletrodomésticos com selo Procel

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) foi criado pelo governo para ajudar o consumidor a escolher os produtos que apresentam alta eficiência energética. Veja a lista de produtos com o selo Procel. Outras dicas importantes: nada de deixar a TV ligada à toa, ficar horas no chuveiro ou demorar uma eternidade em frente à porta da geladeira para escolher o que comer. Use a energia com responsabilidade. Sempre que possível, dê preferência às lâmpadas fluorescentes compactas.

 

6 - Separe o lixo orgânico dos materiais que podem ser reciclados

Em casa, bastam duas lixeiras para você colaborar com o planeta. Numa delas, coloque o lixo orgânico (restos de comida) e na outra, os materiais que podem ser destinados à reciclagem: plásticos, papéis, metais e vidros. Assim, você evita a sobrecarga nos aterros sanitários e reduz o consumo de mais matéria-prima para a fabricação de novos produtos.

 

7 - Na obra, dê preferência aos materiais ecológicos

Para construir ou reformar sua casa, pense nas opções menos agressivas ao ambiente. Há vários tipos de produtos e até lojas especializadas no assunto. Veja as listas de produtos e profissionais que preparamos especialmente para você.

 

8 - Reutilize a água da chuva e da máquina de lavar

Se você mora em casa, reaproveite a água da lavagem das roupas para limpar a garagem, a varanda e o quintal. Você também pode armazenar a água da chuva que escorre pelas calhas para usar na limpeza das áreas externas.

 

9 - Plante árvores

No quintal, em canteiros ou em vasos, as árvores têm o poder de "seqüestrar" carbono da atmosfera, evitando o acúmulo excessivo do gás e retardando os efeitos do aquecimento global.

 

10 - Deixe o carro em casa mais vezes durante a semana

Os combustíveis fósseis são um dos principais vilões do aquecimento global. Por isso, usar menos o carro é um excelente hábito ecológico que você adquirir. Uma dica para isso é caminhar pelo bairro e aproveitar os serviços disponíveis pertinho da sua casa.

 

11 - Estabeleça princípios ambientalistas

Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas.

12 - Faça uma investigação de recursos e processos

Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício.


13 - Estabeleça uma política ecológica de compras

Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.


14 - Incentive seus colegas

 Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a nomeação periódica de um "campeão ambiental" para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.


15 - Não Desperdice

Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo. Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia elétrica. Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere o trabalho à distância, quando apropriado, permitindo que funcionários trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o trabalho.


16 - Evite Poluir Seu Meio Ambiente

Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se que o óleo dos veículos está sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos.

 

17 - Evite riscos

Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências.


18 - Anote seus resultados

Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas.


19 - Comunique-se

No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro.


20 - Arranje tempo para o trabalho voluntário

Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta. Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.

Conheça, pratique e divulgue o 'Manual de Etiqueta Sustentável':

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Ética e Sustentabilidade
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Ciência, Ética, Sustentabilidade
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Perguntas e Respostas Sobre Mudanças Climáticas
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Saiba Mais:

Acesse http://www.mma.gov.br/ site oficial do Ministério do Meio Ambiente.

O Que é 'AGENDA 21' ?

Conheça a 'Agenda 21':
Conheça a 'Agenda 21':

A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais. Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS). A Agenda 21 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento.

Com a Agenda 21 criou-se um instrumento aprovado pela OMF, internacionalmente, que tornou possível repensar o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de um plano de ação e de um planejamento participativo em nível global, nacional e local, de forma gradual e negociada, tendo como meta um novo paradigma econômico e civilizatório.

As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são os programas de inclusão social (com o acesso de toda a população à educação, saúde e distribuição de renda), a sustentabilidade urbana e rural, a preservação dos recursos naturais e minerais e a ética política para o planejamento rumo ao desenvolvimento sustentável. Mas o mais importante ponto dessas ações prioritárias, segundo este estudo, é o planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício. A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente.

Agenda 21 Brasileira
Documento completo sobre a Agenda 21 Brasileira.
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Pegada Ecológica

O que é Pegada Ecológica ?

Você já ouviu falar de "pegada ecológica"? São duas palavrinhas que, juntas, podem significar muito para o futuro do planeta. Explica-se: pegada ecológica é o nome de um metodologia criada para avaliar a área de terra e água que uma pessoa ou a população inteira de uma cidade precisa, em um ano, para produzir os recursos que consome e assimilar os resíduos gerados, incluindo as emissões de gás carbônico na atmosfera. Em linhas gerais, o método traça uma comparação entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. O resultado dessa conta é o indicador do impacto ambiental que exercemos sobre o planeta. Com esse cálculo em mãos é possível planejar o uso dos recursos naturais de forma mais consciente, menos predadora.

Um recente estudo de pegada ecológica realizado pela organização não governamental World Wildlife Foundation-WWF dá conta de que cada habitante da Terra precisaria de 2,9 hectares por ano para manter seu estilo de vida atual. Acontece que, hoje, cada ser humano tem à disposição apenas 1,6 hectare. Ou seja, na toada em que vai nossa sociedade tão consumista e comodista (atire a primeira pedra quem nunca pegou o carro apenas para ir até a esquina comprar pão) seria necessário um espaço equivalente a quase um planeta e meio para suportar tamanha carga de utilização dos recursos naturais.

Alguma vez pensou na quantidade de recursos naturais necessária para manter o seu estilo de vida? Já imaginou avaliar o impacto no planeta das suas opções no dia-a-dia, daquilo que consome e dos resíduos que gera? Com este questionário você conhecerá esse impacto.
Este teste calcula a sua ‘Pegada Ecológica’ fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz.

 

Calcule sua pegada ecológica. Acesse: http://www.myfootprint.org/ .

Ao abrir a página, clique sobre o mapa do Brasil para selecionar o idioma Português.

 

O resultado deste questionário vai surpreender você!

www.saberpensar.jimdo.com